12.1.06

1992 talvez

Às vezes a dor da solidão torna-se prazer
para cura de mágoas dos momentos em que não arriscávamos.
Consciente dadaísmo; "pessimotimisto".
E não posso lhe dizer o que será amanhã.

O prazer da solidão às vezes me faz esquecer
da princesa morte e de seu exército de motivos.
Promessas de núpcias e reino de sonhos.
Pode dizer que o sol ainda há de clarear?

Sol(idão) perdeu-se em si.
Talvez o tenha esquecido num canto atrás
próximo às águas turvas de vacilo contento,
carburado com o álcool, perdido na pupila.
Talvez não conseguiu acompanhar.

O passado apodrece e padeço urina, fezes, suor e vômito.
Saída pela apatia, sangue e livros.
Prantos incontidos. Versos sem estrutura.
Lamenta-se o violão de não poder ajudar.
...saudoso da falta de raciocínio humano.

2 Comments:

At 15/1/06 16:37, Anonymous Anônimo tec-tecou e depois clicou...

Corrigindo: 1993, num bar,numa folha de caderno de literatura molhada com rabo de galo: nasceu esse poema.

 
At 18/1/06 12:48, Blogger .Manu tec-tecou e depois clicou...

Molhada não. Embebecida e degustada.
Um brinde a Carreau.

 

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